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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Rio 2016
Essa semana estive na cidade maravilhosa para um congresso e fiquei preocupado com a infraestrutura local. Foi muito difícil conseguir um hotel e mesmo quando consegui, na hora do check-in ocorreu um overbook e tiveram de achar outro hotel para me transferir.
Comentei com o taxista entre um hotel e outro que o Rio precisava de mais hotéis para receber a Copa e as Olimpíadas e ele me respondeu:
"Ahh... Estão construindo mais 3 hotéis !"
Fiquei calado, mas 3 hotéis apenas não são suficientes. Espero que os incentivos governamentais dados dêem resultado a tempo porque os problemas são sérios. Além da falta de hotéis, faltam taxis e o trânsito está cada vez pior. Não quero ser o pessimista que fica torcendo para tudo dar errado, nem o cara que depois vai ficar jogando na cara "eu avisei", mas tenho certeza que no Bope o comentário é: "Vai dar merda!".
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Chance perdida
Por Marcio Nejaim
Poucas pessoas tem uma chance na vida de se tornarem heróis. Desses poucos, uma parcela ínfima consegue superar suas fraquezas e atingir a glória.
Felipe Massa teve essa chance no GP da Alemanha. Podia ter subido com orgulho no pódio e servido de inspiração a todos os jovens que o admiram no mundo. Sucumbiu ao medo. Medo das consequências retaliativas que seus empregadores poderiam tomar, medo de se prejudicar profissionalmente e mesmo sabendo que o que fazia não era certo aceitou deixar Alonso ultrapassá-lo. Isso pode ter ajudado a sua equipe, mas destruiu a sua carreira.
Massa foi desqualificado para sempre do posto de herói. Essa mancha jamais sairá de seu currículo e todas as suas conquistas futuras serão apagadas por esse dia. Soa como uma maldição, mas é apenas a consequência das atitudes tomadas pelo piloto. Foi a chance de enfrentar uma decisão antiesportiva e mostrar que o automobilismo é um esporte afinal e não apenas um negócio movido por dinheiro e contratos milionários. Poderia ter sido Davi enfrentando Golias na Fórmula 1, o Speed Racer da vida real. Um herói. Mas a Fórmula 1 é um negócio como outro qualquer, e os pilotos não são esportistas, são funcionários bem pagos que arriscam a vida a 300 Km/h, mas morrem de medo de dizer ao patrão que ele está errado...
Poucas pessoas tem uma chance na vida de se tornarem heróis. Desses poucos, uma parcela ínfima consegue superar suas fraquezas e atingir a glória.
Felipe Massa teve essa chance no GP da Alemanha. Podia ter subido com orgulho no pódio e servido de inspiração a todos os jovens que o admiram no mundo. Sucumbiu ao medo. Medo das consequências retaliativas que seus empregadores poderiam tomar, medo de se prejudicar profissionalmente e mesmo sabendo que o que fazia não era certo aceitou deixar Alonso ultrapassá-lo. Isso pode ter ajudado a sua equipe, mas destruiu a sua carreira.
Massa foi desqualificado para sempre do posto de herói. Essa mancha jamais sairá de seu currículo e todas as suas conquistas futuras serão apagadas por esse dia. Soa como uma maldição, mas é apenas a consequência das atitudes tomadas pelo piloto. Foi a chance de enfrentar uma decisão antiesportiva e mostrar que o automobilismo é um esporte afinal e não apenas um negócio movido por dinheiro e contratos milionários. Poderia ter sido Davi enfrentando Golias na Fórmula 1, o Speed Racer da vida real. Um herói. Mas a Fórmula 1 é um negócio como outro qualquer, e os pilotos não são esportistas, são funcionários bem pagos que arriscam a vida a 300 Km/h, mas morrem de medo de dizer ao patrão que ele está errado...
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