terça-feira, 1 de julho de 2025

Virando a Página



Uma das atitudes mais difíceis que podemos tomar na vida é deixar para trás uma etapa ruim. Nossas mentes resistem com força a admitir uma falha, um fracasso ou uma perda. A dor do fracasso costuma pesar mais do que a alegria de um sucesso — e é justamente por isso que as lições mais profundas e duradouras nascem das agruras anteriores.

Um caminho possível é enxergar essa etapa sob outras lentes: não como tempo perdido, mas como tempo de aprendizado. O essencial, porém, é abandonar o tormento — aquele processo interminável que se repete mentalmente e parece ancorar o nosso desenvolvimento, impedindo o avanço.

Tão desafiador quanto isso é deixar para trás uma época boa. O desejo quase infantil e hedonista que ainda habita em nós quer perpetuar aquela rotina, aquele sentimento, aquela estabilidade. Mas a vida, por sua própria natureza, não permite a permanência. Tudo se move, tudo se transforma.

Aceitar o fim de um ciclo — seja ele doloroso ou feliz — é um ato de maturidade. É reconhecer que o passado, por mais intenso que tenha sido, já cumpriu o seu papel. Só assim criamos espaço para o que ainda está por vir.

terça-feira, 6 de maio de 2025

The Warren Buffet Way

Após quase um século de vida, o bom velhinho da Berkshire passou o bastão. Será difícil encontrar um sucessor tão carismático e fiel aos seus princípios quanto ele. 

Em uma época em que o imediatismo impera, ele continuou multiplicando patrimônio com princípios de longo prazo que muitas vezes foram postos à prova, e resistiram. Talvez essa seja a principal lição que ele deixa: dar valor ao que tem valor de verdade e não a modismos passageiros, e deixar o tempo fazer seu trabalho.





terça-feira, 29 de abril de 2025

Consumismo

Uma pessoa isenta aos impulsos do consumismo é mais feliz. Simples assim.

Vou além, a capacidade de uma pessoa de controlar seus desejos tem relação direta com a sua felicidade. Seja o desejo por uma taça de sorvete a mais, por uma hora de sono a mais ou até aquele Iphone 16 que acabou de ser lançado.

Na prática, nenhuma dessas indulgências vai agregar o valor da experiência anterior. O ganho marginal nesses casos é decrescente, por isso a segunda taça de sorvete, a hora de sono a mais e o último modelo não trazem a felicidade que o imediatamente anterior trouxe. Pelo contrário, a diminuição na eficiência da alocação do recurso vai comprometer a felicidade futura.

Claro que viver como um monge tibetano talvez não seja o ideal para a maioria das pessoas, mas o segredo aqui reside na busca pelo ponto de equilíbrio. Não é tarefa fácil, mas a prática constante leva a uma vida mais equilibrada e feliz.