À medida que o custo de produção de bens e serviços vai se aproximando de zero, o dinheiro perde cada vez mais a importância e a capacidade de atrair interesse das pessoas. Comentei que antes disso acontecer, a sociedade se tornaria mais hedonista e é exatamente o que vemos hoje:
- As pessoas buscam "qualidade de vida" acima de sucesso profissional.
- Academias se tornaram mais parte da nossa rotina do que shopping centers.
- A qualidade alimentar se tornou um obsessão para muitas pessoas.
- Longevidade, suplementos e saúde mental se tornaram tópicos do dia a dia com mais frequência do que dicas de investimento.
- As experiências vividas se tornaram troféus mais importantes do que o patrimônio conquistado.
Todas essas mudanças trazem uma preocupação, pois concentra demais o foco no presente. Uma sociedade que não planeja sua sucessão, por mais longeva que venha a ser, está fadada ao desaparecimento.
Alguns indivíduos já conseguem perceber que o propósito mais nobre é poder contribuir de forma permanente, ou duradoura, seja com uma obra de arte, uma inovação tecnológica ou contribuição científica que faça a humanidade avançar.
Com o tempo somente elas restarão no mundo: as pessoas que possuem o fogo da curiosidade dentro de si. As pessoas cuja inquietude do saber procura sempre expandir, seja seu conhecimento pessoal, seja rumo às estrelas.
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